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O que já era muito conhecido e praticado em Lisboa arranca hoje na cidade do Porto: a recolha de residuos Porta a Porta. O objectivo é promover e melhorar a separação de resíduos na cidade do Porto, acrescentando-lhe ainda a fracção orgânica residencial. As poupanças resultantes dos resíduos recicláveis reverterão a favor de uma instituição de solidariedade social para a integração de crianças com deficiência. 

Mais em: 

http://www.porto.pt/noticias/arranca-hoje-operacao-de-recolha-residencial-seletiva-de-residuos-porta-a-porta-

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Numa época da crise ambiental em que o excesso e o deficiente descarte de resíduos plásticos se afigura como uma das maiores ameaças ao Meio Ambiente (afectando, sobretudo, o território e a biodiversidade marinhas), os almoços do Porto Summit 2018 - cerca de 3000, segundo a TSF - foram servidos integralmente com recurso a embalagens e caixas de plástico. 

Contra factos, não há argumentos. Virá esta atitude suportar as minhas considerações anteriores? Vamos esperar que não. 

A notícia completa pode ser lida no site da TSF:

https://www.tsf.pt/internacional/interior/a-cimeira-sobre-o-clima-que-serviu-o-almoco-em-caixas-de-plastico-9561081.html

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No seguimento do post anterior, proponho então que reflitamos sobre o que realmente está em jogo nesta conferência. Á partida, se lermos o que escrevi no post Climate Change Leadership Porto Summit 2018 - apresentação (se ainda não leram, convido-vos a fazê-lo) soa tudo muito bem... não soa?

Analise-se, então, com algum cuidado a apresentação deste "Porto Protocol", que pode ser encontrada no site do próprio summit (http://www.climatechange-porto.com/porto-protocol/). 

Depois das primeiras considerações (vagas) sobre os objectivos do protocolo, já aqui enunciados anteriormente, pode ler-se a explicação da escolha da empresa víniticola para liderar este processo - "as marcas geram valor acrescentado em que os produtores podem investir para ultrapassar os problemas como os das alterações climáticas. As marcas são amplificadores da comunicação. Há um onus reputacional para que os donos dessas marcas hajam responsávelmente em prol do interesse público"

 - repare-se: um onus reputacional. Afinal, nada tem a ver com "deixar para as gerações futuras" e sim "manter o bom nome da marca"  - passamos depressa da declaração de príncipios para o socialmente favorável/expectável. Se mudarem as motivações sociais, mudarão os ónus reputacionais?

Adiante, continuam: "lutar contra as alterações climáticas não é apenas uma questão de responsabilidade ambiental e boa cidadania empresarial. O melhor uso de recursos reduz os custos. Garantir um futuro sustentável motiva os empregado e atrai investimento. Gera boa vontade entre os consumidores e ajuda a incrementar cada vez mais a protecção das dimensões importantes da nossa indústria, como o turismo viníticola"

 - sim, eu sei. Um bom orador e um bom merchandiser deve apelar a todas as dimensões sociais e falar a linguagem de todos os intervenientes para conseguir um objectivo único de vender e rentabilizar uma ideia/produto, neste caso, a luta conjunta contra as alterações climáticas. Mas uma coisa é falar-se em economia, em investimento e redução de custos - embora eu já considere péssimo ter de adoptar este tipo de discurso para se conseguir uma acção que deveria basear-se apenas em príncipios morais, éticos e de consciência social - e outra completamente diferente é falar-se em "gerar boa vontade" por parte dos consumidores. 

Afinal, para que serve esta plataforma? Para gerar um meio de todos os intervenientes se comunicarem, dividirem tarefas e objectivos e gerarem soluções para um problema comum de modo a melhorar o seu desempenho e também a criar um Ambiente mais nobre para as gerações futuras? Ou a manter um determinado estatuto expectável socialmente para que se consiga convencer as massas a investir na nossa marca e assim gerar o lucro necessário para que nos mantenhamos de negócio em pé?

Afinal, trata-se de aproveitar a nossa posição no mercado para promover a sustentabilidade ou aproveitar a sustentabilidade para promover a nossa posição no mercado?

Pensemos nisso. Nisso, e no facto do Exmo Senhor Barack Obama ter cobrado meio milhão de euros para participar desta conferência.

Tenham uma boa semana! 

 

 

 

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 A Climate Change Leadership Porto Summit 2018 decorreu nesta sexta-feira, dia 6 de Julho de 2018, na cidade do Porto e teve como presenças de destaque o ex-Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama; o ex-vice-presidente do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) das Nações Unidas, Mohan Munasinghe; a ex-directora-geral da UNESCO, Irina Bokova e o presidente da Advanced Leadership Foundation, Juan Verde. 

A conferência destina-se à discussão do problema das alterações climáticas e à assinatura do Porto Protocol, uma declaração de intenções de várias entidades na luta contra o aquecimento global e contra as alterações climáticas - ou, como definiu o painel "um documento de compromisso para a comunidade empresarial na luta contra as alterações climáticas", assinado de modo voluntário e por empresas a nível nacional e internacional. C

omo empresa motivadora e líder do movimento lançado pelo protocolo está o sector vínicola com centro na cidade do Porto, que se apresenta, segundo as suas próprias declarações, em posição de vantagem para conduzir o processo. O objectivo, será criar uma plataforma de comunicação e entreajuda entre as empresas aderentes, cientistas, fornecedores, estudantes e trabalhadores da indústria, de modo a encontrar soluções para o problema das alterações climáticas. 

 

Fontes:

https://www.publico.pt/2018/07/06/ciencia/noticia/o-vinho-quer-dar-o-primeiro-passo-mas-e-preciso-que-todo-o-mundo-se-lhe-junte-1837166

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/ambiente/detalhe/obama-traz-alteracoes-climaticas-e-no-transito-ao-porto

 

 

 

 

 

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Virunga e Salonga - Outra perspectiva

por lookout, em 06.07.18

 A World Wildlife Fund e a World Conservation Society já se opuseram à decisão do governo Congolês e foram conivdadas a participar nas deliberações finais sobre a proposta.

 

Haverá, ainda, esperança?

https://www.bloomberg.com/news/articles/2018-07-05/gorillas-face-grave-risk-if-congo-allows-oil-search-groups-say

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Finalizando a semana com boas notícias: depois de várias acções criminais accionadas pela PETA, o Royal Canadian Family Circus anunciou esta semana que irá banir do seu programa todas as exibições que envolvam animais selvagens. A medida será inciada já no próximo espéctaculo, a decorrer dia 12 de Julho em Markham. 

As acções criminais movidas pela associação activista dos direitos dos animais assentavam na legalidade das licenças de exportação de elefantes e grandes felinos dos EUA para o Canadá, alegadamente emitidas ao abrigo do "Endangered Species Act", sob o pretexto falso de garantir a sobrevivência e procriação das espécies - algo totalmente contraditório com o aprisionamento e exploração dos animais pelos circos para onde eram enviados. 

No Canadá, deixarão agora de existir circos a realizar este tipo de espectáculos!

 

A notícia completa poderá ser lida aqui: 

https://www.peta.org/media/news-releases/victory-royal-canadian-family-circus-drops-wild-animal-acts-after-peta-lawsuits/

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E porque é sexta-feira, deixo-vos com a "Pausa para café" da semana!

Trata-se de um jornal, feito à base de um composto de papel, plantas e ervas, que no final da sua vida pode ser rasgado e semeado num vaso, aonde, depois de regado e tratado, dará origem a uma planta. 

Uma iniciativa interessante, que promove a Economia Circular, a Ecologia e a Reciclagem! 

Muito obrigado à Joana, pela partilha! 

 

A notícia completa pode ser lida no LifeGate:

https://www.lifegate.com/people/lifestyle/spider-silk-violin

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Hoje, deixo-vos com uma notícia que, embora não directamente relacionada com a exploração de animais em cativeiro, vem ao encontro da temática da conservação e da recuperação de espécies ameaçadas... mas ao contrário! Aqui, novamente, o interesse político e económico prevalece sobre a conservação e defesa da biodiversidade!
 
O Virunga National Park e o Salonga National Park -dois dos mais biodiversos parques de Vida Selvagem do Mundo, classificados como património mundial pela UNESCO - vão ser entregues à exploração petrolífera.   
A concessão, realizada pelo governo Congolês à SOCO International, implicará a invasão de um  território vasto de floresta, savana, pântano, planícies de lava, vulcões activos e montanhas e colocará em risco várias espécies raras e criticamente ameaçadas, entre as quais se destacam:
  • Gorilas de Montanha (cujo 1/4 da população mundial total reside no Virunga National Park);
  • Okapi;
  • Chimpanzés;
  • Macacos Bonobo;
  • Búfalos Africanos;
  • Leões da África Central;
  • Elefantes de floresta Africanos.

 

A agravar este quadro de risco está a proibição da abertura do Virunga National Park a visitantes e turistas até 2019, medida de segurança imposta devido ao assassinato, no último ano, de pelo menos 12 rangers de defesa contra a caça-furtiva e o rapto de dois turistas 

 

Para mais informação mais detalhada, sugiro consultar os links abaixo:

https://savevirunga.com/

https://www.independent.co.uk/news/world/africa/oil-drilling-congo-national-parks-kinshasa-unesco-world-heritage-sites-a8424266.html

http://www.iflscience.com/environment/two-of-the-most-biodiverse-wildlife-parks-on-earth-are-now-open-to-oil-drilling/

 

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A World Cetecean Alliance é uma organização de protecção de baleias e cetáceos que opera a nível nacional e internacional. 

É "a maior organização do mundo a trabalhar para proteger as baleias, golfinhos e botos (cetáceos). Juntos representam mais de 80 parceiros em 25 países em todo o mundo. Através da cooperação, os parceiros da Aliança Mundial de Cetáceos visam conservar e proteger os cetáceos e os seus habitats naturais para assegurar a sua boa saúde e sobrevivência. A WCA está empenhada em evitar que os cetáceos sejam mantidos em cativeiro, exceto para fins de reabilitação. Estamos também a desenvolver e implementar novos conceitos para a observação responsável de baleias e golfinhos, com o potencial de inspirar e educar milhões de pessoas. Pretende-se, ainda, expandir a comunidade global de pessoas que cuidam de cetáceos, para que possam aprender mais sobre eles e, assim, respeitá-los." (retirado de http://www.futurismo.pt/pt-pt/futurismo/sustentabilidade/parceiroWCA)

 

O site integral da Aliança poderá ser consultado no link abaixo:

http://worldcetaceanalliance.org/about/

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Quando se fala em exploração e aprisionamento de animais em cativeiro, a primeira imagem que normalmente se forma é a da criação de animais em zoológicos ou safari parks. E quando se fala na exploração de animais marinhos em cativeiro, normalmente pensa-se nos Golfinhos ou nas Tartarugas Gigantes. Mas a verdade é que, para além destes, existem outros milhares de espécies marinhas (maioritariamente cetáceos) que são aprisionados em Aqua Parks e Zoológicos e treinados para serem animais de circo. 

 

 

Foi com o objectivo de proteger e reabilitar este tipo de animais que a Sea Life Trust e a Whale and Dolphin Conservation (WDC) se uniram e criaram o primeiro santuário destinado à conservação e reabilitação de cetáceos em cativeiro. 

O santuário, ainda fora de funcionamento, está localizado na Baía de Klettsvik, na Islândia, local que, pelas suas características geográficas e condições de habitat, bem como pela possibilidade de monitorização e avaliação regular dos animais albergados, foi considerado ideal para o desenvolvimento do projecto.

Os primeiros exemplares a ocupar o espaço serão duas baleias brancas fêmeas, resgatadas do hangfeng Ocean World Aquarium em Shanghai, na China, onde passaram os últimos sete anos.  

A notícia original  do Wilder (27/06/2018) poderá ser lida aqui: 

https://www.wilder.pt/historias/islandia-recebe-o-primeiro-santuario-para-baleias-brancas-do-mundo/

Uma outra notícia, complementar desta, encontra-se no Jornal de Góias:

https://ver7.com.br/jornal-de-goias-baleias-em-cativeiro-encontram-nova-casa-quando-o-aquario-mostra-declinio.html

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