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...as entidades governamentais decidiram novamente pela Economia em detrimento do Ambiente, da Natureza e da Cultura. A produção de cerca 1% do consumo de energia eléctrica justifica a destruição do que foi considerado Património da Humanidade, porquanto é não só uma das mais belas paisagens de Portugal, como constitui uma àrea de enorme riqueza cultural e natural.

 

Os dois textos abaixo espelham bem o que considero ser um crime não só Ambiental como Cultural e até Económico, pois conduzirá ao colapso da Economia Turística na zona de Trás-os-Montes.

 

"Desde a década de oitenta, a região de Trás-os-Montes tem sido espoliada dos seus facilitadores económicos, entre os quais o caminho-de-ferro, fruto das políticas adoptadas que acabaram por ditar a diminuição da actividade económica, ficando condenada a uma morte lenta...
Fruto do abandono gradual da região, a mesma vê-se, presentemente, esvaziada de gente e com uma actividade económica moribunda, em que apenas a agricultura e o turismo ainda têm alguma expressão, estando à vista a sua extinção, por via da transformação do IP4 numa auto-estrada com custos para o utilizador, descontextualizada da realidade actual da economia de Trás-os-Montes, uma vez que as poucas empresas existentes já não têm capacidade de criação de valor suficiente para incorporar os custos associados às portagens, além de que estas representam uma barreira às viagens de turismo.
Não obstante ser este um cenário já por si bastante recessivo, o risco de ser retirado ao Douro vinhateiro o desígnio de Património da Humanidade, por via da construção da barragem do Tua, fará com que Trás-os-Montes se confronte com uma situação ainda mais difícil, porquanto a criação de valor associada à mesma será inferior àquela que adviria da exploração turística integrada do vale do rio Tua com o caminho-de-ferro que o percorre, cenário que nunca foi avaliado no Estudo de Impacte Ambiental e que se enquadra no touring cultural e paisagísticoe touring da natureza, eixos prioritários na aposta turística portuguesa.

Considerando os impactos e externalidades económicas negativas e irreversíveis, decorrentes da construção da barragem e do consequente risco de o Vale do Douro deixar de ser Património da Humanidade, das perdas que isso representará para a já débil economia local e a destruição definitiva e irreparável do Vale do Tua, os custos associados à suspensão imediata da mesma serão bem inferiores. (...)"

 

Mais em: http://regioes.blogspot.com/2012/02/o-futuro-do-vale-do-tua.html

 

"O Vale do Tua faz parte do Alto Douro Vinhateiro – Património Mundial da Humanidade que celebrou o 10° aniversário da classificação atribuída pela Unesco em Dezembro passado – e vê-se agora em risco de ser completamente destruído. Temos de agir. Temos de nos unir para preservar um Património que é nosso.

A construção da Barragem em Foz-Tua faz parte do Plano Nacional de Barragens, um plano energético concebido pelo Governo deposto que promulgou a construção de 10 Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico no país. Muitas das organizações da sociedade civil insurgiu-se contra este plano, que dá forma ao maior atentado ambiental a acontecer em Portugal. Apesar de todo o esforço feito por estas organizações, os interesses económicos que estão por detrás das construções das barragens têm ultrapassado todos os entraves colocados.
"

 

Mais em: http://www.facebook.com/events/175654479212010/

 

ATENÇÃO: NO LINK ACIMA TAMBÉM SE PODEM INSCREVER NO EVENTO "ACTUA PELO TUA", UM ACAMPAMENTO DE PROTESTO NO VALE DO TUA A DECORRER DE 10 A 18 MARÇO.

 

Um obrigado cordial ao blog Regiões, de onde tirei o primeiro link e ao Fórum das Gerações (Facebook), onde encontrei o segundo.

 

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